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História da Companhia de Seguros Império

Com um percurso iniciado no primeiro dia do mês de Julho de 1942, a Companhia de Seguros Império não começou da melhor forma, tendo sido vítima de diversos períodos de inconstância a nível do volume de negócios e atingindo a maturidade já com um forte mercado instalado no sector em que incluía. No entanto, a solidez da gestão da empresa validou as escolhas efectuadas ao longo dos anos e manteve-a no topo em Portugal, até à data da sua fusão com outro gigante, o Grupo Banco Comercial Português (BCP).

Tendo encetado a sua actividade para assegurar a recém-formada CUF, uma cooperação entre as companhias União Fabril e Aliança Fabril, a Império baseou os seus negócios a este reduzido nível durante algum tempo, mas cedo percebeu o potencial do segmento em que acabara de entrar. Na sequência dessa compreensão não tardou em imprimir os esforços necessários para a concretização do que fora pensado, integrando princípios elementares de economia como a produção e poupança com vista a um objectivo maior, o do investimento a curto e médio prazo.

Trajecto rumo ao sucesso

A partir da sua casa-mãe, na Rua do Comércio, em Lisboa, foi gerida toda a estratégia de expansão da entidade que 29 anos mais tarde viria a torna-se pioneira ao exceder um milhão de contos em prémios, uma barreira nunca antes ultrapassada por nenhuma outra empresa do sector em território nacional. Tal feito decorria de uma série de factos também eles singulares, nomeadamente a aposta numa imagem familiar de relação com os clientes (através da publicidade e auto-promoção) e o precursor modelo de formação constante de funcionários e colaboradores, diferenciação única que permitiu à Império afastar-se das concorrentes directas e conquistar um espaço muito próprio junto dos milhares de cidadãos que procuravam os produtos e serviços das empresas de seguros.

O natural passo seguinte de avanço rumo ao sucesso da entidade, a internacionalização, deu-se precisamente após confirmados os excelentes (e inéditos) resultados de captação de clientes em Portugal. A performance deveras positiva chamou a atenção do mercado financeiro e despoletou o interesse dos investidores, acabando consequentemente por levar ao alargamento do poder da Império, algo determinante para impulsionar o seu crescimento desde esse momento em que foi exposta a uma maior visibilidade.

Em 1975, quatro anos depois de se universalizar, a empresa é nacionalizada e passa a reunir as seguradoras Alentejo, Universal, Sagres e uma parte da Açoreana. Essa incorporação conduziu a um aumento de recursos, logo, a capacidade de alargar o universo de possibilidades de actuação, que viria a ganhar um dinamismo extra com a reprivatização, em 1992, quando regressa às “mãos” do Grupo Mello, de José Manuel de Mello, o primeiro presidente do Conselho de Administração da Império e genro do fundador desta, Alfredo da Silva, empresário que faleceu no ano de criação daquela sua seguradora, a 22 de Agosto.

Na entrada para o novo milénio, a seguradora Império voltaria a protagonizar uma fusão, desta feita de cariz definitivo, com o BCP, nascendo então a Império Bonança, em resposta afirmativa à proposta feita por aquele conglomerado financeiro ao Grupo Mello, gerido nesse período pelo seu criador, José Manuel de Mello, e os seus filhos, Jorge de Mello e José de Mello.

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