História da Companhia de Seguros Lusitania

As proezas da Lusitania tiveram início logo desde a sua fundação, a 6 de Junho de 1986, data a partir da qual se tornou a primeira empresa privada do sector segurador nacional a nascer fruto das alterações multi-sociais possibilitadas pela “revolução dos cravos”. Considerando um período mais amplo, a entidade foi mesmo a única criada desde 1947, ou seja, uma pioneira na entrada para um mercado finalmente liberalizado, embora com alguma desvantagem em relação à concorrência que já possuía o avanço proporcionado por várias décadas (e até séculos) de experiência.

A presença de outras instituições mais antigas e experientes não foi, contudo, entrave ao crescimento da Companhia de Seguros Lusitania, sobretudo pelo dinamismo do grupo a que estava associada, o Montepio Geral, accionista principal de um lote composto exclusivamente por empresários portugueses. Esta sociedade anónima de capital 100 por cento lusitano terá sido, aliás, um dos motivos para o sucesso da empresa, dado que a visão de qualquer financiador estrangeiro é naturalmente diferente da perspectiva de credores nativos. O conhecimento da realidade por proximidade constitui-se desta forma como um importante trunfo na “guerra pelos clientes”, algo que a Lusitana e as restantes semelhantes em igual situação souberam aproveitar na sua plenitude.

Nascida num período de franca instabilidade, a empresa nunca se retraiu de investir em larga escala no âmbito nacional, tendo contribuído bastante para o desenvolvimento do próprio sector no qual se insere, nomeadamente através da apresentação de alternativas viáveis à gama de propostas das suas concorrentes directas. Foi graças a esse modelo de actuação que obteve o êxito de que goza actualmente, tanto no segmento de particulares como de empresas, divisões para as quais tem procurado diversificar a sua oferta e lhe garantiram, até ao final do primeiro trimestre deste ano, uma carteira superior a meio milhão de clientes.

Robustez nacional e plano internacional

Um quarto de século após a sua fundação, a Lusitania já conta no seu passado com um grande número de aquisições relevantes para o seu volume de negócios, sobretudo as que ditaram a incorporação de entidades como a Baloise Portugal (1986), Pearl Portugal (1992), Guardian (1999), Royal & Sun Alliance (2002), Génesis Auto (2004) e mais recentemente, em 2009, a Real Seguros e Mutuamar. O resultado da compra destas instituições foi um aumento da influência no mercado lusitano e a concessão de solidez à empresa em si, objectivos que parecem ter sido alcançados a julgar pelos resultados conseguidos em 2010, um volume de activos acima dos mil milhões de euros.

Além-fronteiras a Lusitania encontra-se representada no CIAR, um pool internacional de resseguro que inclui, entre outros, os gigantes europeus Mapfre (Espanha), DEVK (Alemanha), Vaudoise e Dona-Re (Suíça), Aetnik (Grécia), Ecclesiastical (Inglaterra), Lloyd (Croácia), Tiroler (Áustria), Shelter (EUA) e Tapiola (Finlândia). Na prática este aglomerado de multinacionais estabelecidas em mercados diversos comporta garantias adicionais, particularmente ao nível da liquidez e rectidão das contas, reafirmações extra que certificam investidores e clientes do nível de robustez da empresa.

Website: www.lusitania.pt

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