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História da Cosec

Integrante de um circuito muito restrito das empresas do ramo, a Cosec – Companhia de Seguros de Crédito é uma das principais entidades nos sectores nacionais do crédito e caução, detendo uma parte considerável dessa fracção do mercado lusitano. Porém, esta garantia há muito conservada está longe de travar o progresso iniciado em 1969 e que desde então não parou de se acentuar até alcançado o sucesso de que hoje usufrui.

Fundada inicialmente com capitais quase exclusivamente públicos, a Cosec abrangeu no seu começo apenas comércio de pequenas dimensões mas não tardou em alargar o seu raio de acção aos desprotegidos segmentos financeiros que ainda não tinham encontrado uma seguradora capaz de suprir as suas necessidades de garantias. Este hiato foi muito bem identificado pela empresa e representa actualmente uma determinante fracção do seu negócio total.

O grande marco na história da Cosec acontece em plena “ressaca” da Revolução dos Cravos, mais especificamente em 1975, ano em que o crescimento e evolução da prévia carteira de clientes dispara com a sua nacionalização, seis anos após os seus primeiros actos nas zonas portuenses. No entanto, em 1989 a empresa perde o seu estatuto público na sequência da transformação em sociedade anónima de capitais, embora o núcleo dos seus accionistas tivesse permanecido concentrado no domínio não-privado.

Forte reforço do capital

O mercado lusitano sofreu inúmeras alterações nas passadas décadas de 70 e 80, mas foi entre 1990 e 1992 que as mais profundas modificações se verificaram na Cosec, sobretudo com a conclusão do processo iniciado em 1989, tendo nos três anos seguintes havido a venda de 50 por cento das participações e nos últimos dois a transacção dos restantes títulos. O resultado foi uma reorganização das estruturas internas da entidade que culminou com a criação de áreas operacionais centrais em Lisboa e no Porto, bem como uma delegação aveirense.

As iniciativas de reforço do capital da Cosec não se contiveram só na privatização, uma vez que em 1996 o Banco Português de Investimentos (BPI) adquiriu uma maioritária quota accionista, numa altura em que a empresa caminhava a passos largos para rumos internacionais. Dois anos volvidos atingia essa meta através da comercialização de 21.5 por cento das participações além-fronteiras, num período em que os seus principais títulos eram detidos por bancos, instituições de crédito e outras seguradoras.

No presente momento o BPI e a Euler Hermes Seguros de Crédito possuem em conjunto 50 por cento das acções da Cosec, permanecendo a restante metade nas mãos de várias entidades, portuguesas e estrangeiras, dos mesmos sectores de actividade supra-mencionados, aos quais se acoplaram algumas resseguradoras de peso.

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