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Introdução aos seguros de vida

Perante o actual panorama de crise económica, os seguros de vida têm vindo a ficar para segundo plano. As famílias apertam o cinto e o que julgam ser mais dispensável é cortado do orçamento. Contudo, um bom seguro de vida não é algo dispensável. É uma segurança em caso de morte ou invalidez da pessoa segura. Ou seja, consoante ocorra uma destas situações você ou os seus herdeiros recebem o valor contratado na apólice.

Se no entando achar que é dinheiro mal empregue, contrate um seguro de vida com plano de capitalização. Desta forma, uma percentagem do prémio pago à seguradora é direccionado para o seguro de vida enquanto que o restante fica a crescer num plano de poupança.

Continua a achar que é uma despesa acrescida? Opte por subscrever uma apólice com pagamento mensal. Desta forma tem a garantia de estar seguro sem ter que esticar muito o orçamento.

Para que serve um seguro de vida?

Actualmente em Portugal quem tem uma hipoteca no banco, em geral tem um seguro de vida. Trata-se de um seguro direccionado especificamente para o crédito imobiliário e significa que, em caso de morte ou invalidez da ou das pessoas seguras, o crédito fica pago. Este tipo de contrato garante uma actualização do capital seguro simultâneamente com o capital em dívida no banco.

Pode subscrever este seguro no banco, mas se quiser comparar preços em diversas seguradoras tenha em atenção vários aspectos. Em primeiro lugar se o crédito está feito em nome de ambos os cônjugues então o crédito deverá ser feito para duas cabeças. Depois há que ter em atenção o capital em dívida. Se a dívida ao banco é de €100.000,00 então o capital da apólice deverá ser o mesmo para cada uma das pessoas seguras. Também não menos importante é o tipo de invalidez que se subscreve. Opte por subscrever a Invalidez Total e Permanente. É mais abrangente e, consoante as apólices, pode ser accionada a partir de 60% de invalidez.

Qual a diferença entre IAD e ITP?

A Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) ocorre quando, em caso de doença ou acidente, se verifica uma total incapacidade da pessoa segura que a impeça de exercer qualquer função remunerada e que a mesma necessite de cuidados continuados de terceiros para satisfazer as necessidades do dia a dia. Quer isto dizer que necessita de ter sempre alguém por perto para a ajudar a vestir, comer, fazer a higiene diária e por aí fora. Esta invalidez tem de ser fundamentada clinicamente.

Por seu lado, a Invalidez Total e Permanente (ITP) verifica-se quando se considerar que a pessoa segura fica total e definitivamente incapaz de exercer a sua ou qualquer profissão compatível com os seus conhecimentos. Também aqui será necessário parecer médico que comprove o estado de invalidez.

O que não está garantido

Talvez a principal exclusão de um seguro de vida seja o suicídio, desde que este se verifique nos dois primeiros anos a seguir à data de contratação da apólice. Mas não é só. As exclusões são várias e vão desde actos criminosos a viagens de exploração. Se o falecimento tiver sido provocado por acto criminoso do beneficiário o contrato não produzirá efeito assim como se o mesmo acontecer em situações de guerra. Desta forma se se deslocar a uma zona geográfica instável social e politicamente informe a sua seguradora. A mesma poderá anular temporariamente a cobertura de morte ou mantê-la exigindo um sobreprémio.

Previna-se

Os seguros de vida não se restringem somente ao crédito. Qualquer seguro de vida tem como finalidade garantir à pessoa segura ou aos seus beneficiários o capital subscrito caso ocorra precisamente uma invalidez ou uma morte. Como nunca sabemos o dia de amanhã aconselho a que, além do seguro de vida do crédito, tenha também outro com um capital mais baixo. A IAD é mais barata mas não deixe de subscrever a ITP. Prefira baixar o capital e subscrever as duas. Pense nisto: se lhe acontecer uma invalidez ou morte o seu crédito fica pago, mas se não tiver mais nenhum seguro de vida como vai sobreviver economicamente? E se tiver filhos pequenos, como os vai educar?

Sandra

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Comentários

  1. Hugo diz:

    Boas,

    Antes de mais, gostaria de vos felicitar pelo vosso website. Está muito bem construído, e de fácil leitura.

    Sou Técnico Comercial numa Seguradora multinacional a operar no nosso mercado. É com muito agrado que vejo e consulto a vossa página.
    Normalmente não participo em blogs, fóruns, nem publico opiniões na net, mas achei que neste caso o deveria de fazer.

    Felicito-vos por utilizarem linguagem corrente e simples (sem terem descurado os termos técnicos). Infelizmente existem profissionais de seguros (Mediadores, corretores, Companhias) que por vezes vivem em realidades “alternativas” com burocracias técnicas, esquecendo o principal – OS SEGURADOS, e, a percepção (ou falta dela) que poderão ter do que estarão a subscrever. Falta-nos ainda uma atitude de “descer do pedestal” e contribuirmos de facto na aproximação da actividade às pessoas, aos “propsects”, aos segurados, aos tomadores, beneficiários etc.

    Não vale a pena nos referirmos aos maus profissionais, pois, existem em qualquer actividade.

    Deixo apenas uma ideia para um vosso artigo

    Transferir o seguro de vida (Crédito habitação) – o que deve ser feito; consequências (spread)

    Irei compilar informação sobre o tema, e enviar para vós.

    Obrigado

    Cumprimentos

    • Nuno diz:

      Olá Hugo
      Obrigado pelo seu comentário e opinião.

      Vou ter em conta a sua sugestão para um artigo, contudo não parece ser fácil transferir o seguro de vida, quando este está associado a um crédito habitação, pois uma alteração ao contrato, poderá significar alteração das condições contratuais. O que poderá levar a um aumento do Spread. Situação que pode não justificar esta operação, especialmente nos tempos que correm

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