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Real Seguros

Dada a conhecer ao país em 1988, na sequência do seu nascimento por vontade de um grupo de accionistas essencialmente concentrado no norte, a Real Seguros usufruiu de um período inicial bastante próspero que lhe concedeu o crédito que conservou ao longo de décadas mas se viria a desmoronar na sequência do escândalo do Banco Português de Negócios (BPN), em Novembro de 2008, num mês negro para milhares de investidores que viram os seus financiamentos amputados por uma alegada teia de corrupção.

O percurso inaugural da Real Seguros ficou a dever-se à insistência de um colectivo de empreendedores nacionais que pretendiam ver desenvolvida uma entidade seguradora totalmente portuguesa que fosse referência no mercado interno. O objectivo, cumprido em meados de 1998, levou à distinta projecção da marca e um ano depois o então robusto e credível Grupo BPN adquiriu participação maioritária na empresa, passando a controlar os destinos da instituição desse momento em diante, a partir do qual se viria a designar por BPN Seguros de Vida, numa auspiciosa estratégia de marketing.

Transacção para o Grupo Montepio

Embora bastante experiente em praticamente todas as áreas das seguradoras, o vasto ramo automóvel era sem dúvida aquele que absorvia grande parte da atenção da Real Seguros, ainda que a sua actuação se tenha estendido igualmente a outros segmentos de ambos os pólos (ramos vida e não vida), nos quais já detinha uma importante carteira de clientes à data de compra pelo BPN. Aliás, terá sido este um dos motivos que atraiu os investidores do banco para o negócio e a consequente fusão da seguradora com o respectivo sector daquela instituição financeira.

Apesar da boa reputação perante os clientes e o sucesso comedido no espectro nacional, a Real Seguros não resistiu ao caso BPN e acabou por ser temporariamente transferida para a proprietária do banco, a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), holding que detinha ainda outra empresa do segmento low cost, a N Seguros. Porém, numa oferta realizada em 2009 pelo Montepio, a maioria das acções (85%) da Real Seguros seria adquirida por este grupo, escassos meses após a nacionalização do BPN.

Na actualidade, e fruto das inúmeras convulsões resumidamente supra-mencionadas, a Real Seguros deixou como tal de existir como uma entidade única no âmbito de marca, sendo agora representada no seio do colectivo que passou a integrar, o Grupo Montepio.

Visitar Website: www.realvidaseguros.pt

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